segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

- Para onde?


O que fica a cerca de mim.
O que me mantém firme.
Quase aproxima-se, mas não me toca.
Aquilo que me persegue.
Beira meu entendimento,
mas não se mostra totalmente.
Conhece cada milímetro da minha pele,
mas procura sempre saber quem eu sou.
Essa incógnita inerente a mim.
A andorinha sem asas.
Para onde voaram minhas asas?

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Senhor,

ponde no coração do homem a verdade e o equilíbrio, eles acham que te conhecem e espalham em vão a tua palavra e se dizem puras e verdadeiras. Senhor , de verdade, elas não aplicam a bondade em suas vidas e elas só carregam consigo a fé morta, a fé sem a caridade, a fé egocêntrica. Eu sou errante meu pai. Minha estrada é marcada e minha caminhada ainda é longa. Por mais que eu me machuque e cause a dor também, me perdoe e não me abandone. Ampare a mim e as pessoas que precisam da tua paz e do teu amor. É o que te peço no dia de hoje. Muito obrigado por estar sempre presente na minha vida.


Amém!

engano.





- As pessoas querem amar e ser amadas a todo custo
Confundem qualquer esbarrão na rua com o amor. Porém o susto também faz disparar o coração.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

José Saramago

"A questão não está em crer ou não crer, tudo o que nós vamos dizendo se acrescenta ao que é, ao que existe, primeiro disse granito, depois digo barco, quando chego ao fim do dizer, ainda que não creia no que disse, tenho de acreditar no tê-lo dito, muitas vezes é quanto basta, também a água, a farinha e o fermento fazem o pão."

José Saramago, A jangada de pedra

sexta-feira, 4 de novembro de 2011




Qualquer outro lugar ao sol... outro lugar ao Sul.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Canção da tarde no campo




Canção da tarde no campo
Caminho do campo verde
estrada depois de estrada.
Cerca de flores, palmeiras,
serra azul, água calada.

Eu ando sozinha
no meio do vale.
Mas a tarde é minha.

Meus pés vão pisando a terra
Que é a imagem da minha vida:
tão vazia, mas tão bela,
tão certa, mas tão perdida!

Eu ando sozinha
por cima de pedras.
Mas a tarde é minha.

Os meus passos no caminho
são como os passos da lua;
vou chegando, vai fugindo,
minha alma é a sombra da tua.

Eu ando sozinha
por dentro de bosques.
Mas a fonte é minha.

De tanto olhar para longe,
não vejo o que passa perto,
Subo monte, desço monte.
meu peito é puro deserto.


Eu ando sozinha
ao longo da noite.
Mas a estrela é minha.

(Cecília Meireles)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A RUA DOS CATAVENTOS

Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!

Mario Quintana